PSICOPATOLOGIAS

Depressão

                                                                  Estado que dura pelo menos, duas semanas em que o humor fica melancólico, “para baixo”. É diferente da tristeza comum. O deprimido reage às situações estressantes com sofrimento maior e mais prolongado. Tudo se transforma em problema e os problemas tornam-se mais pesados e difíceis de resolver.SINTOMAS – ansiedade, angústia, desânimo, cansaço fácil, menos prazer ou incapacidade de sentir alegria em atividades consideradas agradáveis anteriormente, apatia, dificuldade de concentração, insônia ou aumento do sono, perda ou aumento do apetite, redução da libido, baixa auto-estima, perda da vontade, pensamentos negativos e tristeza profunda.A depressão pode ser endógena, quando se trata de um problema orgânico, de alteração hormonal. Este tipo de problema tem que ser tratado com medicação e geralmente a pessoa tem que fazer o tratamento durante a vida inteira.
O outro tipo de depressão é a exógena, que é causada por motivos externos que geralmente dizem respeito à perda de fontes de reforçamento que ocorrem, como por exemplo, a perda de alguém muito próximo, desemprego e outros problemas.Por mais que se tente, ninguém sente (ou talvez jamais sentirá pelos processos normais) a dor do outro. E isso vale, principalmente, para a dor com raízes na mente humana, como é o caso da depressão e da ansiedade – dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo. Esses males causam um sofrimento terrível. Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras e as sensações que provocam – por mais que produzam sintomas identificáveis por um especialista – beiram a intraduzível. A dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma. E o pior é que essa dor, de acordo com especialistas e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), só tende a aumentar. No próximo milênio a mente vai estar mais doente do que nunca. “As doenças mentais tendem a proliferar como resultado de múltiplos e complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos. Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza”. E mais, “nas próximas décadas tudo indica que as doenças decorrentes de distúrbios mentais e de problemas neurológicos serão ainda maiores.”


Sentimos uma sensação enorme de vazio interior. O deprimido passa por situações de incontrolabilidade, onde nada que façamos pode modificar a situação que gera a depressão. O stress, conflitos e a punição em excesso também podem causar depressão. Vale salientar que o deprimido não é considerado um preguiçoso ou fraco de caráter.
A ansiedade patológica e os transtornos decorrentes dela (transtorno do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo) são as doenças mentais m ais freqüentes. Elas acometem 400 milhões de pessoas e estima-se que 20% da população estará sujeita a um dos transtornos ao longo da vida. A fobia social é um dos mais comuns, com uma prevalência de até 13%.


A compulsão é caracterizada por uma seqüência complexa de comportamentos que têm a função de defender o indivíduo de uma angústia ou do aumento dela. A origem da palavra compulsão tem estreita relação com pulsão e impulso mas difere deste último por possuir uma característica de luta, complexidade e um caráter organizado, e também por não aparecer de forma súbita e sem controle como é o caso do impulso. Os comportamentos compulsivos são uma coação interna mas possuem uma certa organização.
A compulsão pode ser definida como um processo inconsciente no qual o indivíduo repete situações passadas sem se recordar do que originou o sofrimento e tendo a impressão de se tratar de algo novo.


A psicanálise reconhece que a compulsão a repetição, que é a mais comum, é um distúrbio de difícil delimitação e difícil reconhecimento da problemática própria e que, portanto, é discutida através de outros conceitos como o princípio do prazer, pulsão, princípio da realidade, pulsão de morte, dentre outros.


Através da transferência a compulsão se caracteriza como um fenômeno recalcado que exige uma atualização na relação com o analista. É difícil para a psicanálise identificar o que mantém a repetição do comportamento pelo compulsivo, o que é prazeroso neste ato de repetição. Freud definia a própria repetição com forma de resistência aos impulsos inconscientes. Outros psicanalistas buscam respostas variadas para a questão da compulsão à repetição.
                                                                 
Com a intenção de fazer uma psicologia científica, que se distanciasse o máximo possível das probabilidades de erro das inferências realizadas pelos métodos subjetivos, John B. Watson iniciou, em 1912, um movimento em psicologia denominado behaviorismo que é um palavra advinda de behavior que corresponde a comportamento em inglês.
Muitos psicólogos têm definido a psicologia como ciência do comportamento, tendo como finalidade compreendê-lo para modificá-lo e prevê-lo, quando necessário. Nesta concepção, toda vida mental se manifesta através de atos, gestos, palavras, expressões, realizações, atitudes ou qualquer reação do homem a estímulos do meio ambiente e que podem resultar em Agressividades, Ansiedades, Compulsões. Depressões, Fobias ou outras psicopatologias. Desta forma, o psicólogo deve observar apenas estas manifestações, deixando de lado o método introspectivo, onde as falhas eram freqüentes, para se utilizar da extrospecção que consiste na observação exterior.


O behaviorismo evoluiu muito depois da concepção comportamental de Watson e atualmente vai além das limitações da época, em que a psicologia não passava do estudo das relações entre o estímulo observável que o homem ou animal sofriam e a resposta que emitiam à partir deles. O behavioristas atuais consideram o organismo e as diferenças comportamentais que acontecem a depender da situação, da privação e da história de vida de cada um.


O estado do organismo, interfere na resposta que ele emitirá frente a determinado estímulo. As reações podem ser psíquicas ou puramente fisiológicas. As reações fisiológicas de um organismo, para alguns teóricos, não são chamadas de comportamento. Atualmente os psicólogos definem comportamento como as reações globais do organismo que possuem uma significação.
Outra concepção de comportamento trabalha com definições de comportamento inato que todos os seres da mesma espécie apresentam na presença de um determinado estímulo, como é o caso da contração e dilatação das pupilas na presença de luz ou na ausência dela e outras reações que não precisam ser aprendidas. Este tipo de comportamento também é definido como respondente.
Nesta concepção, o outro tipo de comportamento é o adquirido, que é mutável e que se caracteriza por ser uma reação que pode ser diferente, mesmo se tratando da mesma estimulação a indivíduos da mesma espécie ou até ao mesmo indivíduo em diferentes situações. Este tipo de comportamento vai se instalando no decorrer da vida de cada sujeito e, normalmente, adquire significados que dizem respeito à história de vida de cada um. Estes comportamentos, em geral, são denominados operantes porque operam sobre o ambiente.


Muitas vezes o comportamento verbal é de fundamental importância para o entendimento do significado da resposta emitida pelo sujeito. em muitos casos a expressão através da linguagem é extremamente reduzida e nestes casos a reação pode ser considerada superficial. A reação superficial no conceito do Dr. Spitz, diz respeito a respostas emitidas por crianças ainda muito pequenas e que não perceberam ainda, totalmente, as significações da pessoa humana.
 

PORÇÃO CENTRAL – Também denominado cérebro reptílico, que corresponde ao cerebelo e o tronco cerebral. (composto pelo mesencéfalo, corpo reticulado, hipocampo, hipófise, etc).
CARACTERÍSTICAS – Hereditário, instintivo, inconsciente, arquétipo.
Este hemisfério é responsável pela motricidade físico operacional, sorte, risco, instintivo, biológico, animal, raciocínio ligado a sobrevivência, reflexo.

HEMISFÉRIO DIREITO – Também conhecida por PORÇÃO LÍMBICA do encéfalo
CARACTERÍSTICAS – É o lado intuitivo, sensível, o lado privilegiado do sensitivo, do videntes, do esotérico.

CARACTERÍSTICAS
– Cérebro menos, responsável pela fé, religiosidade. É intuitivo sintético, emocional, afetivo, otimista, NÃO VERBAL, responsável pela criatividade, artes, etc. É holístico e global, tem o raciocínio ético-moral, metafórico.Sonhos Fantasias Afetividades Imaginação Humores

HEMISFÉRIO ESQUERDO – Também chamado NEOCÓRTEX, que e considerado o lado da análise, do raciocínio.
CARACTERÍSTICAS – Pode ser considerado consciente, crítico, lógico. Apenas ele é verbal
– Este hemisfério é responsável pela RAZÃO (ciência e saber), é também analítico, RACIONAL, PESSIMISTA, responsável pela inteligência racional e RACIOCÍNIO LÓGICO VERBAL, VERBAL, DEDUTIVO e consciente.

Carl Jung (1875-1961), Sincronicidade e o Inconsciente Colectivo

Alem de acreditar numa série de noções do oculto e paranormal, Jung contribuiu com duas novas noções na tentativa de estabelecer uma psicologia baseada em crenças pseudocientificas. Jung acreditava na astrologia, espiritismo, telepatia, telecinética, clarividência e PES.
A sua noção de sincronicidade é que existe um principio de causalidade que liga acontecimentos que teem um significado similar pela sua coincidencia no tempo em vez da sua sequencialidade. Afirmou haver uma sincronicidade entre a mente e o mundo fenomenológico da percepção. Sincronicidade é um principio explicatório; explica “coincidencias significativas” como uma borboleta entrar a voar num quarto quando o paciente descrevia um sonho com escaravelhos. O escaravelho é um simbolo do antigo Egipto que simboliza o renascer. Portanto, o momento do insecto voador indica que o significado transcendental de quer o escaravelho no sonho, quer a borboleta no quarto, era que o paciente necessitava ser libertado do seu excessivo racionalismo! Na verdade, o paciente precisava de ser libertado do seu terapeuta irracional!
Que evidencias existem para a sincronicidade? Nenhumas. A defesa de Jung é tão fraca que hesito em repeti-la. Afirma, por exemplo, “…fenómenos acausais devem existir… visto as estatisticas só serem possiveis se tambem existirem excepções” (1973, Letters, 2:426). E “… factos improváveis existem- senão não existiria média estatistica…”  (ibid.: 2:374). E, o melhor de tudo, “a premissa da probabilidade postula simultaneamente a existencia do improvável” (ibid. : 2:540).
Mesmo se existe uma sincronicidade entre a mente e o mundo de tal modo que certas coincidências ressoam com verdades fundamentais, existe ainda o problema de perceber quais são essas verdades. Que guia podemos usar para determinar a correção de uma interpretação? Não existe nenhuma excepto a intuição. O mesmo guia levou Freud à sua interpretação dos sonhos. Do meu ponto de vista, a unica coisa que claramente revelam essas interpretações são os colossais egos dos homens que as fazem.
De acordo com Anthony Storr, Jung era um homem doente que se via a si mesmo como um profeta. Jung referiu-se à sua “doença criativa” (entre 1913-1917) como uma confrontação voluntária com o inconsciente. A sua visão era que todos os seus pacientes com mais de 35 anos sofriam de “perda de religião” e ele tinha com que encher as suas vidas vazias: o seu próprio sistema metafisico de arquétipos e a inconsciência colectiva. Em resumo, ele pensou poder substituir a religião com o seu próprio ego e assim trazendo sentido a todos cujas vidas eram vazias e sem significado. Mas a sua “visão” são ilusões e ficções. São inuteis para pessoas saudáveis. É uma metafisica para o ártico.
A sincronicidade fornece acesso aos arquétipos, que se localizam no inconsciente colectivo e caracterizam-se por serem predisposições mentais universais não baseadas na experiência. Como as Formas de Platão (eidos), os arquétipos não se originam no mundo dos sentidos, mas existem independentemente desse mundo e são conhecidos directamente pela mente. Ao contrário da teoria de Platão, contudo, Jung acreditava que os arquétipos surgiam espontaneamente na mente, especialmente em tempos de crise. Tal como há uma coincidência significativa entre a borboleta e o escaravelho que abre as portas para a verdade transcendental, tambem uma crise abre as portas do inconsciente colectivo e permite que os arquétipos revelem uma verdade profunda escondida da consciência ordinária. A mitologia, afirma, baseia as suas histórias nos arquétipos. A mitologia é um reservatório das profundas, escondidas verdades. Sonhos e crises psicológicas, febres e perturbações, encontros ao acaso ressoando com “coincidências significativas”, tudo são caminhos para o inconsciente colectivo que está pronto a restaurar na psique individual a saude. Isto é a teoria.

Se uma pessoa está se alimentando com uma dieta desarmonizada, não há harmonia na bioenergia.–Linda Townsend

Se campos bioenergéticos [não-físicos] existirem, então uns duzentos anos de física, química e biologia têm de ser reavaliados.– Victor J. Stenger
Bioharmonia é uma pseudociência da Nova Era, que Linda Townsend afirma ser “a ciência que estuda os movimentos e interações da bioenergia com outras fontes de energia.” Ela deve saber; ela mais ou menos a inventou.
Bioharmonia é uma das muitas “medicinas energéticas” que surgiram nos últimos anos. Todas têm em comum a crença em energias diferentes do calor, da eletromagnética, da nuclear e outras energias mensuráveis. A energia Nova Era não é detectável por equipamento científico moderno, embora alguns de seus defensores empreguem engenhocas inúteis alardeadas como equipamento científico, capazes de aproveitar, captar, distribuir, etc, alguma energia misteriosa. Alguns gostam de jargão científico e tentam relacionar esta energia à física quântica. Estas energias são, ou indistiguíveis, ou relacionadas ao chi, ou ao prana, ou aos chakras. Alguns afirmam poder sentir esta energia (toque terapêutico). Alguns afirmam que podem vê-la (auras) e que ela pode ser fotografada (fotografia Kirlian). Alguns já afirmaram poder aproveitar a energia e promover curas ou proezas sexuais (Reich). Muitos têm afirmado que essas energias têm relação com o mundo espiritual.

bioharmônicos e bioenergia

Os textos de Townsend indicam que ela não compreeende a bioenergia da maneira que os bioquímicos entendem. Na bioquímica convencional, a bioenergia se refere “às trocas prontamente mensuráveis de energia dentro dos organismos, e entre eles e seus ambientes, o que ocorre através de processos físicos e químicos normais.” Ela escreve:
Nas minhas pesquisas pessoais com testes da bioenergia, eu sempre encontro uma irregularidade que parece estar relacionada à condição física, qualquer que possa ser esta. Isso levantou algumas questões sobre a bioenergia ser uma expressão da bioquímica. Logo, se a bioenergia e a bioquímica têm uma influência mútua uma sobre a outra, a correção das irregularidades na bioenergia pode também ter o efeito de equilibrar a bioquímica.
Estas não são afirmações de alguém que conheça bioquímica.
Townsend nunca chega a definir “bioenergia”, mas é a sua teoria que precisa ser “harmonizada.” Ela até mesmo vende um Harmonizador por US$1.295 que ajudará a “ressintonizar aquelas áreas desarmonizadas enfraquecidas do corpo, comumente encontradas em focos de doenças.” Ela também recomenda polarizadores (US$80 a US$120) e ímãs. Os polarizadores são “dispositivos não-magnéticos preenchidos com algas, outros vegetais e minerais especificamente escolhidos por sua habilidade para atrair energia luminosa cósmica, também chamada de ‘chi’ ou energia de ‘força vital’ .” Como é que ela sabe que algas atraem o chi, não é esclarecido.
Embora Townsend não defina a ‘bioenergia’, ela afirma que existem três camadas de campos de bioenergia: a camada externa, a média e a interna.
A camada externa do campo de bioenergia de uma pessoa saudável começa aproximadamente a seis polegadas ou mais do corpo. O lado esquerdo tem um movimento global anti-horário o direito tem movimento horário, com um movimento em um sentido puxando outra energia não magnética subindo pelas linhas médias verticais à frente e por trás do corpo. Este é o mesmo padrão encontrado em um ímã bipolar. Esta camada revela a condição geral da saúde bioenergética, que é categorizada nos estágios da bioenergia.
A camada média de bioenergia começa mais ou menos a duas polegadas do corpo e se estende até a outra camada. Ela revela os movimentos de sentido único dos sistemas da linha do meridiano principal, ou o que alguns poderiam chamar de “chi” flui nas mãos e nos pés. Em uma pessoa saudável, este movimento energético de sentido único entra pelo lado esquerdo e sai pelo direito. Esta é a camada que tende a mostrar a maioria das anormalidades encontradas nos órgãos e tecidos.
A camada interna de bioenergia revela os movimentos de sentido único dos sistemas da linha do meridiano menor. Ela também revela os padrões singulares de energia armazenados na medula óssea, onde se inicia a regeneração física e a cura.
A Sra. Townsend não publicou nenhum estudo, mas sugere que o Harmonizador possa “auxiliar” em muitas doenças, inclusive câncer, diabetes, condições cardíacas, mal de Parkinson e paralisia. Ela diz ter testemunhos para sustentar estas afirmações, embora seja cuidadosa ao rejeitar qualquer benefício médico para seus produtos:
Nós não afirmamos que nenhuma condição médica tenha sido melhorada pelos BioHarmônicos; apenas temos observado que equilíbrios da bioenergia podem ser melhorados… Esta pesquisa não é medicamente relacionada de nenhuma forma ao fato de ser benéfica para condições médicas… Não é oferecida qualquer garantia, expressa ou implícita.
Presumivelmente, ela acha que tais advertências a protegem de processos legais ou de ser acusada criminalmente por prática ilegal da medicina. Ela, entretanto, alega sim que
A freqüência nos BioHarmônicos é meramente um catalisador que influencia os movimentos de energia. Nas minhas pesquisas, as reações do movimento da bioenergia com outras fontes de energia é que são a parte mais importante… não há uma freqüência única que funcione em todas as pessoas com a mesma doença…O que realmente se necessita são os harmônicos faltantes dos movimentos de bioenergia para a pessoa individual, porque é esta fraqueza que dificulta a cura natural.
Ela também afirma que seu Harmonizador é melhor que os outros porque seus harmônicos são em duplas e os outros aparelhos são em trios e “os principais harmônicos da bioenergia do corpo são em duplas.” Como ela sabe disso, ou mesmo o que isso quer dizer, não é esclarecido.
Townsend faz várias afirmações sem embasamento, sem sentido ou vazias, como a de que a cor azul “domina o lado esquerdo de um corpo saudável na camada externa de bioenergia, e é encontrada na bioenergia do sangue. ela também é encontrada nas ramificações nervosas de várias vértebras na espinha.” E, “o Vermelho domina o lado direito na camada externa de bioenergia. Ele é oposto e atrai o Azul.” Ela parece ter tirado essas noções de um dos grandes charlatães americanos, Dinshah P. Ghadiali, que inventou a Terapia do Espectro-Cromo. Ela afirma que ele influenciou suas primeiras teorias.
Por outro lado, a Sra. Townsend vende comida orgânica para cães, aparentemente para melhorar os bioharmônicos caninos. Ela também estará vendendo vitaminas, minerais, essências florais e remédios homeopáticos em breve. Você talvez tenha dificuldade para encontrá-los, entretanto, já que seu website está precisando ele próprio de um pouco de harmonia, e é baseado em algumas noções muito estranhas de navegação. (Ao abrir seu site, aparece uma mensagem sugerindo que você feche a janela do seu browser, já que “por motivo de segurança” o site dos Bioharmônicos vai aparecer em outra janela. Não faça isso. A nova janela não terá nenhum botão de navegação e você ficará preso lá.)
O perigo, é claro, de toda essa medicina energética, é que as pessoas com doenças reais e tratáveis não tenham cuidados adequados. É verdade que praticantes de medicina alternativa podem ajudar algumas pessoas pelo efeito placebo e por darem atenção, amor e cuidados. Entretanto, não há nenhuma evidência de que qualquer dessas medicinas alternativas ou dispositivos médicos fraudulentos tenha curado a artrite, câncer ou qualquer doença séria de ninguém.

Auto-ilusão é o processo de nos enganarmos a nós mesmos de modo a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido. É, de um modo abreviado, uma maneira de justificarmos crenças falsas a nós mesmos.

Quando filósofos e psicólogos discutem auto-ilusão, usualmente focam-se nas motivações inconscientes e nas intenções. Geralmente consideram a auto-ilusão uma coisa má, algo de que nos devemos proteger. Claro, faz parte destas ditas ciências, encontrar falhas onde apenas existem normalidades.  A auto-ilusão não é necessariamente uma fraqueza da vontade; pode ser uma questão de ignorância cognitiva, preguiça ou incompetencia. De facto, a auto-ilusão pode não ser sempre uma falha e pode mesmo ser benéfica. Se fossemos brutalmente honestos e objectivos acerca das nossas capacidades e àcerca da vida em geral, poderiamos ficar debilitantemente deprimidos.
Para explicar como funciona a auto-ilusão, falam no interesse próprio, preconceito, desejo, insegurança e outros fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam de um modo negativo a vontade de acreditar.
Em How We Know What Isn’t So, Thomas Gilovich descreve os detalhes de muitos estudos que tornam claro aquilo para que nos devemos precaver

  1. erro de interpretação de dados aleatórios e encontrar padrões onde eles não existem
  2. erro de interpretação de dados incompletos ou não representativos e dar atenção extra a dados que confirmam a hipótese, tirando conclusões sem esperar ou procurar dados que a negam
  3. avaliar dados ambíguos ou inconsistentes, tendendo a ser acrítico de dados que nos apóiam e muito critico a outros dados.

É por estas tendências que cientistas exigem estudos claramente definidos, controlados, duplamente cegos, aleatórios, repetíveis e apresentados publicamente. De outro modo, corremos o risco de nos enganar-nos a nós mesmos e acreditar em coisas que não são verdade. É também devido a estas tendências que os não-cientistas devem tentar imitar a ciência quando tentam provar fenômenos “estranhos”. Exp.: Arca de Noé
Felizmente, não precisamos de saber se a auto-ilusão se deve a motivações inconscientes ou não, para saber que existem situações em que a auto-ilusão é tão comum que devemos proteger-nos dela sistematicamente para a evitar. Tal sucede com a crença no paranormal ou oculto como na PES, sonhos proféticos, vedores, toque terapêutico, comunicação facilitada e outros temas relacionados, publicados em programas televisivos e revistas de dondocas ociosas.

Há atualmente um controvertido debate a respeito de se experiências incomuns são sintomas de um distúrbio mental, se distúrbios mentais são uma conseqüência de tais experiências, ou se pessoas com distúrbios mentais são especialmente suscetíveis a, ou mesmo procuram por, estas experiências. — Dra. Martina Belz-Merk 

Apofenia é a percepção espontânea de conexões e significância de fenômenos que não possuem relação entre si. O termo foi cunhado por K. Conrad em 1958 (Brugger).
Peter Brugger, do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Zurich, dá exemplos de apofenia tirados do Occult Diary (Diário Oculto) de August Strindberg, a descrição pelo próprio dramaturgo de seu surto psicótico:
Ele viu “duas insígnias de bruxas, o chifre de bode e a vassoura” em uma rocha e imaginou “que demônio os teria colocado lá … exatamente ali e no meu caminho exatamente nesta manhã.” Um prédio então se pareceu como um forno e ele pensou no Inferno de Dante.
Ele vê pedaços de pau no chão e os enxerga como se formassem letras gregas, que ele interpreta como a abreviatura do nome de um homem, e sente que agora sabe que este homem é aquele que o está perseguindo. Ele vê pedaços de pau no fundo de um cesto e tem certeza de que eles formam um pentagrama.
Ele vê mãos minúsculas em oração quando olha para uma noz em um microscópio e isso “me encheu de horror”.
Seu travesseiro amarrotado parece “uma cabeça de mármore ao estilo de Michelângelo.” Strindberg comenta que “estas ocorrências não poderiam ser consideradas acidentais, porque em alguns dias o travesseiro apresentava a aparência de monstros horríveis, de gárgulas góticas, de dragões, e certa noite… Eu fui saudado pelo Maligno em pessoa…”
Segundo Brugger, “A propensão para ver conexões entre objetos ou idéias que aparentemente não têm relação entre si é o que mais assemelha a psicose com a criatividade… a apofenia e a criatividade podem até ser vistas como dois lados da mesma moeda.” Algumas das pessoas mais criativas do mundo são os psicanalistas e terapeutas que usam testes projetivos como o teste de Rorschach ou que vêem padrões de abuso de criançaspor trás de todo tipo de problemas emocionais. Brugger observa que um analista pensou que tinha apoio para a teoria da inveja do pênis porque mais mulheres do que homens deixavam de devolver os lápis após um teste. Outro gastou nove páginas de um jornal de prestígio descrevendo como as fendas na calçada são vaginas e os pés são pênis, e que o velho ditado sobre não pisar nas fendas é na verdade uma advertência para se manter longe do órgão sexual feminino.
Nas estatísticas, a apofenia é chamada de um Erro do tipo I, enxergar padrões onde na verdade, não existe nenhum. É altamente provável que a significância aparente de muitas experiências e fenômenos incomuns seja devida à apofenia, por exemplo, FVEnumerologiao código da Bíbliacognição anômala“acertos” no Ganzfeld, a maioria das formas de adivinhação, as profecias de Nostradamusvisão remota, e vários outros fenômenos e experiências paranormais e sobrenaturais.

A agressividade é definida como um conjunto de comportamentos reais ou fantasiosos dirigidos ao próprio indivíduo ou a outras pessoas. Tem uma finalidade destrutiva, prejudicial, de constrangimento ou humilhação. O comportamento agressivo não se limita a uma ação motora violenta, mas pode ser manifestado na forma de qualquer outro comportamento, sendo ele a maneira de falar, discriminações, desprezo, jeito de olhar e muitas outras formas. Na verdade, qualquer comportamento pode funcionar de maneira agressiva. A psicanálise fala das formas de manifestação da agressividade explicando que quando uma parte da pulsão de morte é posta a serviço direto da pulsão sexual acontece o sadismo e a outra forma de agressividade é o masoquismo que se caracteriza por uma outra parte da pulsão de morte que não acompanha este desvio para o exterior se mantendo no organismo, se ligando a ele, de maneira libidinal, através do auxílio da excitação sexual.A psicanálise relaciona, de forma direta, a agressividade à sexualidade e, como tal, tendo uma importância crescente no desenvolvimento da vida psíquica do ser humano, desde os princípios do desenvolvimento infantil. Freud dispõe de uma teoria metapsicológica da agressividade, defende que a mutação entre o amor e o ódio é ilusória porque o ódio tem sua própria gênese, não se definindo apenas como um amor negativo. Neste conceito, o ódio tem uma gênese complexa e acredita-se que os verdadeiros protótipos da relação de ódio não são provenientes da vida sexual mas da luta do ego pela sua conservação e afirmação. Freud parece ainda indicar uma espécie de comportamento que fica entre a simples atividade inerente a toda função e uma tendência a destruição pela destruição.Freud nominou como pulsão da agressão, a pulsão de morte voltada para o exterior com auxílio da musculatura. Esta pulsão, geralmente é voltada para a autodestruição e não pode ser apreendida senão na sua fusão com a sexualidade. A idéia que a psicanálise tem do dualismo entre a pulsão de vida e a de morte, é entendida exatamente como o dualismo entre a agressividade e a sexualidade.Para a psicanálise, a agressividade é constitutiva do ser humano, faz parte da vida psíquica e neste sentido, todo ser humano é agressivo. Mesmo as pessoas que nos parecem mais amáveis, possuem agressividade e a manifestam de maneiras sutis, que muitas vezes não caracterizamos como atos agressivos. Estas formas de expressão podem aparecer como ironia, omissão de ajuda e outras maneiras.

A cultura e o processo de socialização são de fundamental importância para que possa haver a regulagem dos impulsos destrutivos. À partir de vínculos significativos com outros membros da sociedade, os indivíduos podem internalizar estes controles e canalizar os impulsos destrutivos para outras atividades que podem ser expressões artísticas, esportes e outras.

A agressividade está na constituição da violência mas não é sua única explicação. Muitas vezes a organização social estimula, legitima e mantém modalidades de violência e este incentivo pode aparecer de diversas maneiras que podem ter início desde muito cedo, quando o indivíduo começa a se relacionar com outros membros da família ou da pré escola.

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