TEOLOGIA

A FÉ E OS DEUSES

DEUSES E MITOS

As intransigências religiosas perduram até os dias atuais.

Bruxas e Feiticeiros


 

Imposição de conceitos e dogmas

 OS APOSTÓLOS


 

A teoria da reencarnação é uma divergência provavelmente interna do Alto Clero.

ORÍGENES E A TEORIA DA REENCARNAÇÃO


 

O que os fiéis não querem ver:

A VERDADEIRA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA


 

Que é Fé? – Fé é a capacidade do indivíduo em acreditar algo que não pode ser provado pela ciência, meios lógicos ou até racionais. É o fator ilógico da Fé onde se acredita no impossível como uma possibilidade.

A Fé comumente está intrinsicamente ligada ás religiões míticas porque raramente possuem um embasamento antropológico. Mas precisamos dela para viver nossa estrutura, nossa realidade e as religiões foram criadas para suprir as carências humanas, tipo: combater o medo da morte, da incerteza e da aleatoriedade do universo. Por isso os mitos oferecem conforto espiritual, uma âncora para nos apegarmos nos momentos difíceis e nos fortalecer com o que chamamos de ESPERANÇA.
No vaguear de minha imaginação me vem a mente neste momento que temos mais rigor na escolha dos shampoos para cabelos que dos deuses e divindades.
Ao escolher o shampoo faz-se experiências com várias marcas e composições. Verificamos se na bula constam comprovações científicas de sua eficácia, procura-se opiniões de terceiros, etc.
No caso dos deuses e divindades aceitamos aquelas que nos foram impostas pelas religiões de nossos pais e a sociedade. Sendo ela Laica ou não. A ignorância ainda é fator primordial para o bom fiel, aquele que teme o desconhecido, crê num demônio e inferno que o bondoso deus criou para seu deleite eterno. O bom fiel é aquele que teme a leitura sobre outras religiões e deuses, preferindo os bons argumentos dos pastores, padres e demais líderes religiosos.
Sair desta postura de pensamento e ação é considerado heresia e contra as heresias o pensamento da Cúria Católica é TORTURA e MORTE. Desculpem, mas contra fatos não existem argumentos.
No confronto entre a Antropologia e a História, é o momento em que se estuda os costumes, a história da cultura, das religiões, da identidade das comunidades. Conteúdos interessantes, intrigantes e polêmicos em todas as escolas e na sociedade.
Trazendo à baila os mitos de Hórus e Jesus
– Hórus é um deus morto. Porque: as pessoas que adoravam Hórus em suas vidas já desapareceram. Pertenciam a uma religião que hoje é histórica e sem existência física embora existam grupos poderosos que o cultuam. Então Hórus passou a ser um mito, ao contrário de Jesus que pertente a uma religião que está viva.
– Pontos em comum ou similaridade entre Jesus e Hórus (também com Apolo e outras divindades), em virtude das comunicações e contatos entre culturas através das guerras e suas conquistas, circulação do comércio na antiguidade clássica. – Orla do Mediterrâneo, Egito, Grécia, Roma, Mesopotâmia, Pérsia, etc., que originou uma grande troca de informações culturais e religiosas.  É sabido que quando uma nação vence outra numa guerra, esta incorpora a sua própria cultura, fatores como religiosos e culturais da nação vencida. Ocorre uma simbiose de crenças e valores culturais. Isto faz com que os deuses com o passar dos tempos, adquiram características que não lhes eram originais. Isto justifica as semelhanças nas lendas e mitos do mundo antigo.
– Mitos – O fato de fenômenos naturais (dilúvio) terem sido atribuído aos mitos, não significa forçosamente que os mitos são realidade já que esta definição está relacionada a algo fantástico, de uma história que contamos para transcender a realidade e vê-la de uma maneira simbólica e mítica. – Enquanto vivos os mitos vão se transformando de acordo com as comunidades que os veneram e dão existência.
Para os cristãos, Jesus não é um mito. Os cristãos se recusam ou são proibidos de verem as realidades históricas a seu respeito. Temem constatar que este personagem, o Jesus dos evangelhos canônicos e apócrifos possa até mesmo ter existido, mas é bastante improvável que ele tenha sido martirizado do modo como está narrada na Bíblia Cristã em virtude de uma série de incongruências com os procedimentos romanos. Além de não ter registro na história romana deste processo. E os romanos eram muito meticulosos em seus registros.
A Cúria Católica foi tão astuta no que se refere ao Jesus Histórico que queimou todos os registros considerados históricos, deixando apenas as cópias medievais feitas por monges copistas que de certa forma forjaram a existência de Cristo para legitimar a Igreja Católica.
Um absurdo visto nos dias atuais é o fato de existirem templos cristãos, acreditando que Jesus era cristão. Ora, Jesus era judeu e em Mateus ele afirma que não veio para REVOGAR a LEI DOS PROFETAS, mas sim para CUMPRIR. Cristo estava inserido numa cultura judaica e pretendia segui-la. O cristianismo foi criado muito tempo depois por Paulo de Tarso. Não devemos esquecer de que, muito do que está escrito nos evangelhos ditos canônicos foram escritos por pessoas que nunca tiveram contato direto com Cristo.
– Grécia – A Grécia ateniense era sofisticada e culta tanto em dimensão de pensamento quanto intelectual e sua religião com seus mitos eram igualmente sofisticados em se comparando com os históricos bíblicos. Seus mitos explicam as atitudes humanas e até hoje são explicados e aplicados na psicanálise. A bíblia por outro lado é um compendio de barbaridades, selvagerias e restrições. Paulo de Tarço para sofisticar a história de Jesus com conteúdos simbólicos para que seja mais apreciável pelo público grego. Posteriormente e a medida em que o cristianismo se consolida como instituição, uma igreja é iniciada uma ação de guerra para acabar com as outras mitologias. Como é sabido o cristianismo não se espalhou pelo mundo pelo amor e união, mas sim pela força bruta característica de seus povos. Os primeiros padres, monges ou bispos eram extremamente violentos, destruíam objetos de adoração e cultura das demais religiões.
A associação da Igreja Católica com os romanos deve ao seu poderio para subjugar a crença dos outros povos. O que ela não destruindo imagens, conseguiu queimando pessoas. Um caráter ignorante, bárbaro e cruel que era comum aos primeiros cristãos.
– Destruição de outros mitos – Uma das estratégias utilizadas pela igreja católica para apagar os outros mitos foi sobrepor as datas litúrgicas ligadas a outros mitos. Um exemplo é o caso do Natal, quando se comemora o nascimento de Jesus. No entanto tudo nos leva a crer que Jesus nasceu em abril. Em dezembro era comemorado o nascimento do deus Mitra, um deus muito forte nas imediações da Perícia e adjacências. A Pascoa é a comemoração judaica da travessia do deserto, mas os cristãos comemoram em cima desta, a comemoração de sua páscoa, assim como construíam em cima de monumentos e igrejas de outras religiões, sua igreja católica.
– Diversidade de cristãos – Igreja ortodoxa, cristãos copta e uma vasta gama de protestantes como os históricos (luteranos, iluministas, batistas, metodistas) e as pentecostais espalhadas pelas ruas das cidades, cada uma dissidente da outra e com cada pastor falando as suas verdades a bel prazer, de acordo com suas próprias interpretações. E nestas interpretações estão latentes a imagem de um deus bondoso, imparcial, onipresente, onipotente e extremamente rancoroso e vingativo para aqueles que não seguem os ditames de suas igrejas ou pregadores.
Voltando ao foco do tópico: – A similaridade entre Jesus e Hórus decorre em face do intercâmbio cultural entre nações que surgiram no comercio de mercadorias, tráfego humano em todos os sentidos, além do tráfico de escravos onde os judeus eram preferidos pela sua rudeza e ignorância. O fato de ter chegado por último, o mito de Jesus foi sendo construído com o que há de mais destacado em outros mitos, incorporando seus valores e feitos.
AS FONTES DE INFORMAÇÕES E ORÍGEM DOS EVANGELHOS CANÔNICOS E APÓCRIFOS –  Após as primeiras décadas do suposto advento de Jesus, as fontes de informações eram verbais de pessoa a pessoa, de comunidade em comunidade. E como diz o adagio popular…. Quem conta um conto, aumenta um ponto porque passa a ter influência de cada narrador. Algo que devemos levar em alta consideração é o fato de que grande parte da população hebreu que viviam no deserto eram analfabetas e ignorantes. Incapazes de analisar ou produzir textos. Tais textos só começaram a ser escritos quase cem anos após a morte de Cristo.
– Por imposição da Cúria Romana fomos forçados a acreditar que os quatro evangelhos constantes da Bíblia são sagrados, que retratam a verdade sobre a passagem de Cristo na terra e os apócrifos são tidos como de origem duvidosa. Na verdade o conteúdo destes proscritos foram escritos por pessoas que foram contemporâneas imediatas a Jesus e lhe dão uma visão mais humana que divina. Ao contrário dos evangelhos canônicos.
– AS DEFINIÇÕES DOS DOGMAS DE FÉ –  As balburdias de opiniões e variedades de cristãos eram tantas ou mais que nos dias atuais. Existiam os cristãos arianos, nestorianos, os apostólicos romanos, etc., cada uma com uma abordagem particularizada da pessoa de Jesus. Elas se diferenciavam quanto a existência divina de Jesus, da santíssima trindade, na veracidade do espirito santo, e outras divergências. A medida em que os dogmas são constituídos, todos aqueles que discordavam eram perseguidos e considerados hereges. Destas igrejas dissidentes, provavelmente a única que sobreviveu foi a ortodoxa.